Rizartrose: sintomas e acompanhamento

rizartrose: ortese para estabilizar a base do polegar

Rizartrose é a artrose da articulação trapézio-metacarpiana, na base do polegar, que causa dor, perda de força e limitação de movimento na hora de segurar ou girar objetos. É a segunda artrose mais comum da mão e costuma se agravar de forma lenta, ao longo dos anos.

Órtese para rizartrose imobilizando a base do polegar, um dos recursos usados no acompanhamento conservador da doença
Órtese para rizartrose imobilizando a base do polegar, um dos recursos usados no acompanhamento conservador da doença

O que é rizartrose

Rizartrose é o nome dado ao desgaste da articulação trapézio-metacarpiana (ou carpometacarpal, CMC), na base do polegar, também chamada de articulação trapézio-primeiro metacarpiano. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), é o segundo tipo de artrose mais comum na mão. Com o desgaste da cartilagem, os ossos passam a se atritar entre si, o que gera um processo inflamatório doloroso e restringe o uso do polegar. Estudos internacionais citados pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – seccional Minas Gerais (SBOT-MG) apontam a rizartrose como mais frequente em mulheres do que em homens.

Quais são os sintomas da rizartrose?

Os sintomas começam de forma discreta e evoluem com o tempo. Nas fases iniciais, é comum sentir rigidez na base do polegar, como se “faltasse óleo na articulação”, podendo haver inchaço no local, segundo a SBCM. Com a progressão do desgaste, a dor pode aparecer mesmo em repouso, acompanhada de fraqueza, limitação de mobilidade e, em estágios mais avançados, deformidade visível na base do polegar. Essa combinação de dor e fraqueza tende a dificultar atividades que exigem força de pinça do polegar, como abrir potes, virar chaves ou segurar objetos pequenos.

Qual a diferença entre rizartrose e artrose?

Rizartrose é um tipo específico de artrose: é a artrose que acomete a articulação da base do polegar, enquanto “artrose” é o termo geral para o desgaste articular que pode afetar joelhos, quadris, coluna, dedos e outras articulações do corpo. Ou seja, toda rizartrose é uma artrose, mas nem toda artrose é rizartrose — a diferença está na localização e, por consequência, nos sintomas e nas limitações que ela causa no dia a dia, concentradas na base e no movimento do polegar.

Como é feito o diagnóstico da rizartrose?

O diagnóstico da rizartrose é feito por um médico, combinando exame físico e, quando necessário, exames de imagem que avaliam o desgaste da articulação, conforme indica a SBOT-MG. Não é possível confirmar rizartrose apenas pela descrição dos sintomas em um conteúdo como este: dor na base do polegar também pode ter outras causas, então a avaliação presencial de um ortopedista ou especialista em cirurgia da mão é o único caminho para um diagnóstico correto e para definir a conduta mais adequada a cada caso.

Como é o acompanhamento da rizartrose?

O acompanhamento conservador da rizartrose costuma reunir mais de um recurso ao mesmo tempo, sempre definidos pelo médico responsável. Segundo a SBCM, ele pode incluir aplicação de bolsa de gelo na articulação, uso de órteses (luvas imobilizadoras) específicas e exercícios de fortalecimento orientados por um profissional de saúde. A SBOT-MG aponta que a rizartrose pode ter maior benefício com o uso de órtese ou, em casos mais avançados, com intervenção cirúrgica — decisão que cabe exclusivamente ao médico, considerando o estágio da doença e a resposta ao acompanhamento conservador.

Revisões sistemáticas da literatura internacional (publicadas na PubMed/PMC) descrevem o uso de órtese como um dos pilares da terapia conservadora na artrose da base do polegar. Meta-análises mostram evidência de qualidade baixa a moderada, com redução de dor e melhora de função observadas principalmente no médio prazo — entre 3 e 12 meses de acompanhamento —, e sem efeito relevante no curto prazo. É importante dizer com honestidade: essas mesmas revisões não encontraram superioridade clara de um modelo de órtese sobre outro, então a escolha do modelo e o tempo de uso devem ser definidos junto com um médico ou fisioterapeuta, e não por conta própria.

Vale reforçar que a finalidade da órtese, segundo a SBOT-MG, é o alívio da dor em quadros sintomáticos da base do polegar — não a reversão do desgaste articular. Modelos como a órtese ortopédica para rizartrose Hidrolight fazem parte desse acompanhamento conservador, dando suporte à articulação durante as atividades do dia a dia, sempre conforme orientação do seu médico ou fisioterapeuta.

Órtese usada no acompanhamento conservador da rizartrose

O dia a dia de quem usa órtese para rizartrose

Quem passa a usar uma órtese para rizartrose costuma notar mudanças na rotina logo nas primeiras semanas, período em que a mão e o polegar precisam se adaptar ao novo peso e ao novo movimento sobre a articulação. O tempo e a frequência de uso variam de pessoa para pessoa e não devem ser definidos por conta própria: essa escolha é sempre do médico ou fisioterapeuta que acompanha o caso, conforme a resposta de cada paciente ao acompanhamento.

Na prática, muita gente relata que a órtese ajuda a poupar a articulação em gestos do cotidiano, como segurar talheres, abrir potes ou usar o celular por tempo prolongado, já que o desenho da peça — parecido com o de outros imobilizadores de mão, punho e dedos — limita justamente os movimentos que a orientação profissional pede para poupar. A adaptação inclui aprender a vestir e ajustar a órtese corretamente — um encaixe mal ajustado tende a incomodar mais do que ajudar —, além de conservar a higiene da peça, já que ela acompanha boa parte do dia. Esse uso prático, dia após dia, é diferente de uma indicação clínica: ele não substitui a avaliação médica, mas ajuda a entender o que esperar de quem já convive com a órtese.

Rizartrose e CID

CID é o Código Internacional de Doenças, usado pelos médicos para registrar diagnósticos em laudos, atestados e prontuários. A rizartrose é registrada sob o código M18 (artrose da primeira articulação carpometacarpal), que aparece no laudo ou atestado emitido pelo ortopedista ou especialista em cirurgia da mão. Esse código é apenas uma classificação técnica: não define por si só a gravidade do caso nem substitui a avaliação clínica, que continua sendo feita pelo médico responsável.

Dúvidas sobre rizartrose

A rizartrose é curável?

A rizartrose é uma doença degenerativa e crônica, e a literatura médica não a descreve como reversível. O acompanhamento — que pode incluir órtese, medicação e, em alguns casos, cirurgia — tem como objetivo controlar a dor e manter a função do polegar, sempre conforme orientação de um médico ortopedista ou especialista em cirurgia da mão.

Qual a diferença entre rizartrose e artrose?

Rizartrose é a artrose que afeta especificamente a articulação da base do polegar. Artrose é o termo geral para o desgaste articular, que pode acometer outras articulações do corpo; a rizartrose é, portanto, um tipo de artrose localizado nessa região da mão.

Quais são os sintomas da rizartrose?

Nas fases iniciais, rigidez e sensação de falta de mobilidade na base do polegar, podendo haver inchaço. Com a progressão, a dor pode surgir mesmo em repouso, junto com fraqueza, limitação de movimento e, em casos avançados, deformidade visível na região, segundo a SBCM.

Como é feito o diagnóstico da rizartrose?

O diagnóstico é feito por um médico, combinando exame físico e, quando necessário, exames de imagem que avaliam o desgaste da articulação. Não é possível confirmar o diagnóstico apenas pela descrição dos sintomas, por isso a avaliação presencial é sempre o caminho recomendado.

A órtese para rizartrose substitui o acompanhamento médico?

Não. A órtese é um recurso usado dentro do acompanhamento conservador definido pelo médico, ao lado de outros cuidados como gelo, medicação e exercícios orientados. A indicação de uso, o tempo de uso e a escolha entre a conduta conservadora e a cirúrgica devem ser sempre definidos por um profissional de saúde habilitado.

Rizartrose pode afetar os dois polegares (bilateral)?

Sim, a rizartrose pode ocorrer nos dois lados, de forma simultânea ou em momentos diferentes, já que é um processo de desgaste que não se limita a uma única mão. Quando isso acontece, o acompanhamento também é avaliado pelo médico separadamente para cada lado, considerando o estágio da doença em cada polegar.

Outros imobilizadores para mão, punho e dedos

Quando procurar um médico

Dor persistente na base do polegar, rigidez que não melhora ou dificuldade crescente para segurar objetos são sinais de que vale procurar um ortopedista ou especialista em cirurgia da mão. Só um profissional pode confirmar se é rizartrose, avaliar o estágio da doença e definir o acompanhamento mais adequado — que pode incluir imobilizadores de mão, punho e dedos como a munhequeira com tala, além de recursos como a bolsa de gelo, citada pela SBCM entre os cuidados do acompanhamento conservador.

A Hidrolight, fabricante da órtese citada neste conteúdo, é uma das marcas com produtos voltados a esse tipo de acompanhamento disponíveis na Casa do Médico.

Autoria

Conteúdo produzido pela equipe editorial da Casa do Médico com base em fontes institucionais — Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, seccional Minas Gerais (SBOT-MG) — e em revisões sistemáticas publicadas na PubMed/PMC e no PubMed. Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um médico ou profissional de saúde habilitado.

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